Tipos

de câncer

Os diferentes tipos de câncer correspondem aos vários tipos de células do corpo. Para diferentes tipos de células de um mesmo órgão, pode se desenvolver determinados tipos de câncer.

Suas características e tipos fazem com que o câncer se torne diferente, como a velocidade de multiplicação das células e a capacidade de invadir tecidos e órgãos vizinhos ou distantes (metástases).

Explicamos os diversos e principais tipos de câncer, as chances de tratamento, cuidados e prevenção para evitar o avanço de cada um deles.

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Tipo de câncer

  • Câncer que afeta lábios e o interior da cavidade bucal.
  • O câncer do lábio é mais comum em pessoas brancas e ocorre mais frequentemente no lábio inferior.

Tipos de displasia

  • Leve, moderada ou grave. É importante conhecer o grau da displasia para que possa buscar o tratamento correto. A displasia grave ganhe maior probabilidade de tornar-se um câncer é fundamental, enquanto o tipo leve tem mais chances de desaparecer com tratamentos.

Primeiros alertas e cuidados

  • Dentro da boca devem ser observados gengivas, mucosa jugal (bochechas) palato duro (céu da boca), língua (principalmente as bordas) e assoalho (região embaixo da língua).
  • O dentista pode ser a primeira pessoa a visualizar estas lesões, que podem ser precursoras de um câncer, uma lesão pré-cancerosa denominada displasia, ou uma lesão relativamente inofensiva.

Fatores de risco e principais causas

  • Fumar e mascar tabaco.
  • Dentaduras mal ajustadas que irritam a língua ou a parte interna das bochechas.
  • Segundo estudos, Indivíduos tabagistas e etilistas correr maior risco que a população geral.
  • Maior tempo como fumante, número de cigarros fumados por dia e frequência de ingestão de bebidas alcoólicas podem ser agravantes para o surgimento deste câncer.

Tipo de câncer

  • O câncer de colo do útero, também chamado de cervical, é causado pela infecção persistente de alguns Papilomavírus Humano – HPV.
  • O colo do útero é a porção do útero que está conectada à vagina, e que é visível durante o exame ginecológico realizado no consultório. Outros termos relacionados ao colo do útero incluem: cérvix, cérvice e colpo.

Tipos de vírus HPV

  • Existem mais de 100 tipos de vírus HPV.
  • De alto risco: produzem alterações precursoras do câncer do colo.
  • De baixo risco: podendo causar lesões do tipo verrugas genitais.

Primeiros alertas e cuidados

  • Fazer o exame preventivo (Papanicolau ou colpocitológico) ou com a coleta de material do colo do útero com escovinha, para tipagem de HPV.
  • O tratamento das lesões precursoras é muito simples e geralmente inclui a remoção cirúrgica da alteração causada pelo vírus do HPV de alto risco. Toda a alteração deve ser encaminhada para análise, para confirmar se o caso é mesmo de lesão precursora.

Fatores de risco e principais causas

  • O vírus do HPV é transmitido sexualmente, na maioria das vezes, sua infecção é autolimitada. Isso quer dizer que o próprio organismo acaba eliminando o vírus.
  • Em alguns casos, principalmente em mulheres que fumam ou possuem outras doenças que comprometem a imunidade, o vírus pode persistir e causar alterações locais.
  • Alterações como manchas normalmente não causam sintomas, mas podem ser detectadas no exame preventivo.
  • São as chamadas lesões precursoras do câncer, que incluem o carcinoma in situ e as lesões intraepiteliais de alto grau. Estas lesões não são câncer, mas podem evoluir se não forem adequadamente tratadas.

Tipo de câncer

  • Câncer colorretal abrange tumores que acometem um segmento do intestino grosso (o cólon) e o reto.

Primeiros alertas e cuidados

  • É tratável e, na maioria dos casos, curável, quando tratado precocemente e ainda se espalhou para outros órgãos.
  • Grande parte desses tumores se inicia a partir de pólipos, que são lesões benignas, que crescem na parede interna do intestino grosso.
  • Identificar e remover os pólipos é importante antes eles se tornem malignos.
  • Fazer atividades físicas regularmente e consumir alimentos que contêm fibra dietética de origem vegetal. Exemplos: frutas, hortaliças (legumes e verduras) e cereais integrais.

Fatores de risco e principais causas

  • Carne vermelha, carnes processadas (como mortadelas, presuntos, salsichas, linguiças), bebidas alcoólicas, tabagismo, gordura corporal e abdominal.
  • Histórico familiar de câncer colorretal, predisposição genética ao desenvolvimento de doenças crônicas do intestino e a idade.
  • Apesar disso, a maioria dos cânceres de cólon e reto (cerca de 75%) se dá de forma esporádica, surgindo de mutações somáticas e evolução do clone celular tumoral.

Tipo de câncer

  • O câncer de esôfago afeta mais de 450 mil pessoas no mundo a cada ano. Em termos de incidência, é três a quatro vezes mais comum em homens do que em mulheres.

Tipos de câncer de esôfago

  • Carcinoma de células escamosas. É o mais comum, aproximadamente 90% dos casos, e ocorre mais frequentemente em homens a partir dos 50 anos.
  • Adenocarcinoma.

Primeiros alertas e cuidados

  • Alguns fatores de proteção, como o uso de aspirina e de outros anti-inflamatórios não esteroidais
  • Alta ingestão de frutas frescas e vegetais, especialmente se consumidos crus, e de antioxidantes estão associados à diminuição do risco dos dois tipos de câncer de esôfago.

Fatores de risco e principais causas

  • Idade, história familiar.
  • Fatores externos: álcool, fumo (fumado, mascado ou aspirado), infecções orais por fungos, agentes infecciosos (por exemplo, HPV), deficiência de riboflavina, excesso do uso de vitamina A.
  • A contaminação de produtos alimentícios por micotoxinas fumonisinas e ingestão excessiva de erva-mate em temperaturas elevadas, muito comum no sul do Brasil, na Argentina e no Uruguai.

Tipo de câncer

  • Mais de 70% dos casos de câncer de estômago ocorrem em países em desenvolvimento e a taxa de incidência é aproximadamente duas vezes mais alta no sexo masculino do que no feminino. Apesar de ser a 2ª causa de morte por câncer no mundo em ambos os sexos, há tendência de queda na maioria dos países.

Tipos de câncer de esôfago

  • O câncer de estomacal é um dos tumores que surgem no trato gastrointestinal, que pode ter início com uma úlcera ou tumor na parte interna do estômago.
  • Algumas doenças preexistentes podem ter forte associação com esse tipo de tumor: anemia perniciosa, lesões pré-cancerosas (como gastrite atrófica e metaplasia intestinal), e infecções pela bactéria Helicobacter pylori (H. pylori).

O que é H Pylori

  • Presente nos alimentos e na água potável, é considerada a segunda bactéria mais frequente no corpo humano, depois da cárie. 70% da população brasileira pode ter este tipo de bactéria, porém somente indivíduos predispostos geneticamente. São afetados aqueles que tenham nascido com um receptor no estômago capaz de hospedar a bactéria.
  • A bactéria H Pylori causa gastrite crônica, e sem tratamento, evolui para gastrite atrófica e atrofia gástrica. No entanto, essa lesão pré-cancerosa leva aproximadamente 20 anos para evoluir e se tornar um câncer.

Primeiros alertas e cuidados

  • Frutas, legumes e verduras são fatores de proteção contra o câncer gástrico.
  • Estratégias para prevenção do câncer de estômago incluem melhorias no saneamento básico e mudanças no estilo de vida da população.
  • Importante o uso de refrigeradores para uma melhor conservação alimentar.
  • Consumo de alimentos frescos, como frutas e hortaliças (legumes e verduras) bem conservados.

Fatores de risco e principais causas

  • Fumantes que ingerem bebidas alcoólicas ou que já tenham sido submetidos a operações no estômago, têm maior probabilidade de desenvolver esse câncer.
  • Úlcera péptica.
  • Gastrite.
  • Tumor intestinal.
  • Sintomas, como desconforto, queimação ou dor de estômago.
  • Pessoas com parentes que foram diagnosticados com câncer de estômago.
  • A alta ingestão de sal, por meio de adição ou de alimentos para conservação, é um provável fator de risco desse tipo de câncer.

Tipos de câncer primário no fígado

  • O mais frequente é o hepatocarcinoma ou carcinoma hepatocelular. Ocorre em mais de 80% dos casos e é muito agressivo.
  • Colangiocarcinoma, originado nos dutos biliares do fígado.
  • Angiossarcoma, câncer raro que se origina nos vasos sanguíneos do órgão.
  • Hepatoblastoma, tumor maligno raro que atinge recém-nascidos e crianças nos primeiros anos de vida.

Tipos de tumores malignos no fígado

  • Os tumores malignos de fígado são divididos em dois tipos:
  • Câncer primário, originado no próprio órgão.
  • Secundário ou metastático, originado em outro órgão e que atinge também o fígado, são maioria.

Primeiros alertas e cuidados

O câncer de fígado geralmente não apresenta sinais e sintomas nos estágios iniciais da doença.
Alguns sinais e sintomas do câncer de fígado podem incluir:
  • Perda de peso, falta de apetite, sensação de plenitude na parte superior do abdômen.
  • Após uma refeição leve, náuseas, vômitos, fígado e baço aumentados, dor abdominal, com inchaço ou acúmulo de líquido no abdômen.
  • Icterícia (pele e mucosas amareladas), veias da barriga dilatadas e visíveis através da pele e agravamento da hepatite crônica ou cirrose.

Importante lembrar:

Estes sintomas também estão relacionados a outras doenças, não sendo exclusivos do câncer de fígado. Entretanto, se houver a ocorrência de qualquer um desses sintomas, é importante consultar um médico para o diagnóstico preciso e o início do tratamento, caso necessário.
O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres em todo o mundo e representa 25% de entre todos os tipos de câncer diagnosticados nas mulheres, e nos últimos 40 anos, a sobrevida vem aumentando nos países desenvolvidos e permanece estável nos países em desenvolvimento. Esta é ainda a maior causa de morte por câncer nas mulheres em todo o mundo. Conforme dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), no Brasil o câncer de mama também é o mais comum entre as mulheres.

Tipos de câncer

  • O câncer de mama é o crescimento descontrolado de células da mama que adquiriram características anormais. Se desenvolvem nas unidades ducto lobulares da mama (região que forma e conduz o leite até o mamilo), e são causadas por uma ou mais mutações no material genético da célula.

Tipos de câncer de mama

  • O câncer de mama, além de ser classificado em diversos tipos, com características e graus de gravidade diferentes, deve sempre ser estadiado, isto é, passar por uma avaliação que identifique sua extensão e disseminação. Esse processo determina se a doença é:
  • Localizada (precoce).
  • Localmente avançada (tumor grande e com gânglios comprometidos).
  • Metastática (espalhada para outros órgãos).

É também a principal causa de morte por câncer entre as mulheres em nosso meio:
1º – Câncer de mama – 15,7% do total de óbitos por câncer
2º – Câncer de pulmão – 9,8% do total de óbitos por câncer
3º – Câncer de cólon e reto – 8,4% do total de óbitos por câncer
4º – Câncer de colo de útero – 6,6% do total de óbitos por câncer
Desta forma, podemos perceber que o câncer de mama representa a principal doença oncológica entre as mulheres em nosso país.

Primeiros alertas e cuidados

  • Prevenção e mamografia.
  • Alimentação saudável.
  • Fazer o autoexame das mamas.
  • A presença de pequenos nódulos na região embaixo do braço, axilas e no pescoço.
  • Qualquer sintoma desconfortável e notável sobre pequenas alterações mamárias.

Câncer de mama - Fatores de risco e principais causas

  • Envelhecimento.
  • Fatores relacionados à vida reprodutiva da mulher.
  • Histórico familiar de câncer de mama.
  • Excesso do consumo de bebidas alcóolicas.
  • Excesso de peso.
  • Falta de exercícios físicos regulares.
  • Exposição à radiação ionizante e alta densidade do tecido mamário (razão entre o tecido glandular e o tecido adiposo da mama).

Importante lembrar:

A doença ocorre quase que exclusivamente em mulheres, mas os homens também podem ter câncer de mama.
A idade é um dos maiores principais fatores de risco, onde as taxas de incidência aumentam após os 50 anos, com cerca de 4 em cada 5 casos que ocorrem a partir desta faixa etária. Antes dessa idade, o número de casos é menor, mostrando relação com os hormônios femininos.
Os ovários estão localizados no ventre, conectados ao útero através de estruturas delicadas chamadas trompas ou tubas uterinas. Servem para a produção dos hormônios femininos durante os ciclos regulares menstruais, e para fornecer óvulos para possíveis gestações.

Tipos de câncer

  • O câncer do ovário é uma doença rara, que geralmente está relacionada à predisposição pessoal para a doença.

Tipos de câncer de Ovário

  • Tumores germinativos, com surgimento em mulheres mais jovens. Nestes casos, o tratamento principal inclui quimioterapia, e em muitas vezes é possível preservar a fertilidade da mulher, sem que haja prejuízos.
  • Epiteliais, que são os tipos mais comuns e geralmente acontecem após a menopausa.

Primeiros alertas e cuidados

  • Há fatores protetores desses tumores, como:
  • O uso de anticoncepcionais.
  • O fato de a mulher já ter sido gestante.

Fatores de risco e principais causas

  • Histórico familiar de câncer de mama ou ovariano.
  • Mulheres que tiveram câncer de mama e possuem mutações genéticas nos genes BRCA1 e BRCA2 apresentam maior risco para desenvolver câncer de ovário.
  • Outra condição genética de risco é a síndrome de Lynch, ou do câncer de cólon hereditário não polipoide.

Importante lembrar:

Por estar anexo ao útero, porém não visível ao exame físico e relativamente livre para se mover no ventre, o ovário pode sofrer aumentos consideráveis sem que a mulher sinta dor ou desconforto. A grande maioria das alterações que surgem nos ovários acontecem durante os ciclos regulares e não oferecem risco à saúde feminina. Algumas dessas alterações, principalmente os cistos (contendo líquido, fluido ou sangue), podem ser tratados adequadamente com medicamentos.

Tipo de câncer de pâncreas

  • Segundo a União Internacional Contra o Câncer (UICC), os casos da doença aumentam com o avanço da idade: de 10/100.000 habitantes entre 40 e 50 anos para 116/100.000 habitantes entre 80 e 85 anos. No Brasil, é responsável por cerca de 2% de todos os tipos de câncer diagnosticados e por 4% do total de mortes por essa doença.
  • A maioria dos tumores afeta o lado direito do órgão (a cabeça). As outras partes do pâncreas são corpo (centro) e cauda (lado esquerdo).

Tipos de tumores no pâncreas

  • Tipo adenocarcinoma, que se origina no tecido glandular. Este corresponde a grande maioria dos casos diagnosticados.
  • Tipo carcinoma da ampola de Vater. Esse câncer frequentemente bloqueia o ducto biliar, provocando icterícia, com a pele e olhos amarelados.
Há dois tipos de células (exócrinas e as endócrinas) do pâncreas que formam tipos completamente diferentes de tumores:

Tumores Exócrinos – o tipo mais comum de câncer de pâncreas, em sua maioria malígna. Aproximadamente 95% dos casos são adenocarcinomas que normalmente começam nos ductos do pâncreas, mas às vezes se desenvolvem a partir das células que produzem as enzimas pancreáticas.

Tumores Endócrinos – tipo não muito comum, tumores endócrinos são conhecidos como tumores neuroendócrinos do pâncreas, ou como tumores de células das ilhotas. Cerca de metade dos tumores neuroendócrinos do pâncreas produzem hormônios que são liberados na corrente sanguínea e por isso são denominados tumores funcionais.

Primeiros alertas e cuidados

  • Requer um diagnóstico médico, por não apresentar sintomas aparentes no estágio inicial.
  • Pele e olhos amarelados de forma incomum.
  • Perda de apetite.
  • Perda de peso rapidamente.
  • Fraqueza e náuseas constantes.

Fatores de risco e principais causas

  • A incidência é mais significativa entre homens.
  • Raramente ocorre antes dos 30 anos, tendo maior risco a partir dos 60 anos.
  • Por ser um câncer de difícil detecção, possui alta taxa de mortalidade por conta do diagnóstico tardio e de seu comportamento agressivo.
  • Excesso de fumo e bebidas alcóolicas.

Importante lembrar:

Os tumores de células das ilhotas podem ser benignos ou malignos. Os benignos são chamados de tumores neuroendócrinos do pâncreas, enquanto os malignos são denominados de carcinomas neuroendócrinos.
Os cânceres pancreáticos neuroendócrinos representam menos do que 4% de todos os cânceres de pâncreas e seu prognóstico e tratamento dependem do tipo de tumor e do estadiamento.

Tipo de câncer

  • O câncer infantil corresponde a um grupo de várias doenças que têm em comum a proliferação descontrolada de células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo.

Tipos de tumores infantojuvenis /tumores da infância:

  • Leucemia, do sistema nervoso central e que atinge os glóbulos brancos.
  • Linfomas (sistema linfático).
  • Neuroblastoma é um tumor de células do sistema nervoso periférico, frequentemente localizado na região abdominal.
  • Tumor de Wilms é um tipo de tumor renal.
  • Retinoblastoma, afeta a retina/ fundo do olho.
  • Tumor germinativo atinge as células que vão dar origem aos ovários ou aos testículos.
  • Osteossarcoma (tumor ósseo).
  • Sarcomas (tumores de partes moles).

Primeiros alertas e cuidados

  • Como apresenta características próprias, o câncer que acomete crianças e adolescentes é estudado separadamente daqueles que acometem os adultos, principalmente no que diz respeito ao comportamento clínico.
  • Esses cânceres têm, na sua maioria, curtos períodos de latência, são mais agressivos, crescem rapidamente, porém respondem melhor ao tratamento e são considerados de bom prognóstico.
  • A manifestação clínica dos tumores infantojuvenis pode não diferir muito de doenças benignas comuns nessa faixa etária. Muitas vezes, a criança ou o jovem está em razoáveis condições de saúde no início da doença. O conhecimento do médico sobre a possibilidade da doença é fundamental.

Importante lembrar:

Nos últimos 40 anos, o progresso no tratamento do câncer na infância e na adolescência foi extremamente significativo. Hoje, em torno de 70% das crianças e adolescentes acometidos de câncer podem ser curados se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados. A maioria deles terá boa qualidade de vida após o tratamento adequado.
A leucemia é o tipo mais frequente de tumor na infância e na adolescência. Por haver invasão da medula óssea pelas células anormais, a criança se torna mais sujeita a infecções, pode ficar pálida, ter sangramentos e sentir dores ósseas.
No retinoblastoma, um sinal importante é o chamado “reflexo do olho do gato”, embranquecimento da pupila quando exposta à luz. Pode apresentar, também, fotofobia (sensibilidade exagerada à luz) ou estrabismo, popularmente chamado de olho vesgo. Geralmente acomete crianças antes dos 3 anos. Atualmente, a pesquisa desse reflexo pode ser feita já em recém-nascidos.
Aumento do volume ou surgimento de massa no abdômen pode ser sintoma de tumor de Wilms (que afeta os rins) ou neuroblastoma.
Tumores sólidos podem se manifestar pela formação de massa, visível ou não, e causar dor nos membros. Esse sintoma é frequente, por exemplo, no osteossarcoma (tumor no osso em crescimento) que é comum em adolescentes.
Tumor de sistema nervoso central tem como sintomas dores de cabeça, vômitos, alterações motoras, alterações de comportamento e paralisia de nervos.

Tipo de câncer

  • O câncer de pele é o tipo de câncer mais comum e representa mais da metade dos diagnósticos de câncer. É também o mais frequente no Brasil, correspondendo a 25% de todos os tumores malignos registrados no País. Apresenta altos percentuais de cura, caso seja detectado precocemente. Entre os tumores de pele, o tipo não-melanoma é o de maior incidência e mais baixa mortalidade.

Tipos de câncer de pele

Melanoma – Tipo de câncer de pele que tem origem nos melanócitos (células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele) e tem predominância em adultos brancos.
Seu prognóstico pode ser considerado bom, se detectado nos estágios iniciais, onde nos últimos anos houve uma grande melhora na sobrevida dos pacientes, principalmente devido ao diagnóstico precoce do tumor. O tipo melanoma representa apenas 4% das neoplasias malignas do órgão, apesar de ser o mais grave devido à sua alta possibilidade de metástase.

Não melanoma – Sendo a pele heterogênea e o maior órgão do corpo humano, o câncer de pele não melanoma pode apresentar tumores de diferentes linhagens:
- Carcinoma basocelular, responsável por 70% dos diagnósticos.
- Carcinoma epidermoide, tipo de câncer menos agressivo e representa 25% dos casos.

Fatores de risco e principais causas

  • A exposição excessiva ao sol é o principal fator de risco.
  • Mais comum em pessoas com mais de 40 anos, sendo relativamente raro em crianças e negros, com exceção daqueles já portadores de doenças cutâneas anteriores.
  • Pessoas de pele clara, sensível à ação dos raios solares, ou com doenças cutâneas prévias são as principais vítimas.

Tipo de câncer

  • No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens.
O que é a próstata?

A próstata é uma glândula que só o homem possui e que se localiza na parte baixa do abdômen. Ela é um órgão muito pequeno, em forma de maçã e situa-se logo abaixo da bexiga e à frente do reto. A próstata envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada. A próstata produz parte do sêmen, líquido espesso que contém os espermatozoides, liberado durante o ato sexual.

Primeiros alertas e cuidados

  • Em sua grande maioria, tem o crescimento de forma tão lenta (leva cerca de 15 anos para atingir 1 cm³ que não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem.
  • Manter o peso saudável e evitar a obesidade.
  • Fazer o exame preventivo a partir dos 45 anos.
  • Ter uma alimentação rica em vegetais, vitaminas D e E, licopeno e ômega-3 seja capaz de conferir alguma proteção contra o câncer de próstata.

Fatores de risco e principais causas

  • O único fator de risco bem estabelecido para o desenvolvimento do câncer de próstata é a idade. Aproximadamente 62% dos casos diagnosticados no mundo ocorrem em homens com 65 anos ou mais.
  • Etnia e a história familiar da doença também são consideradas como fatores de risco.
  • Má alimentação, dietas com base em gordura animal, carne vermelha, embutidos e cálcio aumentam o risco do câncer de próstata.
  • A obesidade também é apontada como fator que desenvolve o comportamento mais agressivo desta doença.

Tipo de câncer

  • Considerada uma doença rara até o início do século passado, o câncer de pulmão obteve um aumento nas suas ocorrências e tornou-se frequente na população mundial.
  • É causa mais importante de morte por câncer no mundo. A grande ocorrência dessa neoplasia evidencia a exposição ao tabagismo no passado recente. Na maioria das populações, mais de 80% dos casos de câncer de pulmão são causados pelo hábito de fumar.

Primeiros alertas e cuidados

  • Geralmente detectado em estágios avançados, uma vez que a sintomatologia nos estágios iniciais da doença não é comum. Com isso, permanece como uma doença altamente letal.
  • Parar de fumar, independente do tempo em que o paciente é fumante ativo.
  • Evitar o consumo excessivo de tabaco e fumo.
  • Evitar também a exposição passiva à fumaça dos cigarros.
  • Buscar imediatamente tratamento para qualquer infecção no trato respiratório.

Fatores de risco e principais causas

  • Usuários de tabaco tem cerca de 20 a 30 vezes mais risco de desenvolver câncer de pulmão do que os não fumantes.
  • Homens apresentam maiores taxas de incidência do que as mulheres.
  • Exposição a carcinógenos ocupacionais (no trabalho) e ambientais, como amianto, arsênico, radônio e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos. Em países industrializados, estima-se que de 5% a 10% dos casos de câncer de pulmão sejam atribuídos a esse tipo de exposição.
  • Repetidas infecções pulmonares, história de tuberculose e deficiência ou excesso de vitamina A.

Tipo de câncer

No mundo todo, o câncer do SNC (Sistema Nervoso Central) representa 1,9% de todas as neoplasias malignas. A maioria dos tumores do SNC origina-se do cérebro, dos nervos cranianos e das meninges.

Tipos de tumores cerebrais

  • Existem quase 100 tipos de tumores cerebrais, que geralmente recebem o nome do tipo da célula da qual se desenvolve.
  • São classificados em grupos e de acordo com a rapidez com que se desenvolvem. Como regra geral, o tumor de menor grau é considerado menos agressivo, enquanto o de maior grau é o mais agressivo.
  • A maioria dos tumores no cérebro origina-se nas células gliais, que sustentam as células nervosas do órgão.
  • Os gliomas, tumores de células gliais, são o tipo mais frequentes e representam cerca de 40% a 60% de todos os tumores primários do SNC, com ocorrência mais comum na faixa etária adulta.
  • Os meningiomas representam entre 20% e 35% dos casos, e os neurilemomas (de 5% a 10%).
  • Existem ainda tipos mais raros, de menor incidência.

Fatores de risco e principais causas

  • A distribuição etária da incidência possui um pico em crianças e outro em adultos acima dos 45 anos.
  • A incidência dos tumores do SNC é ligeiramente mais alta no sexo masculino em comparação com o feminino.

Tipo de câncer

É um tumor maligno que atinge a glândula tiroide, que fica localizada no pescoço, e que podem se espalhar por todo o corpo quando não se faz o tratamento correto. A maioria dos nódulos da tiroide é benigna, mas cerca de 5% são malignos. Às vezes esses nódulos produzem excesso de hormônio tiroidiano e causam hipertireoidismo.

TTipos de câncer de tiroide (ou tireoide)


Carcinoma papilífero

Carcinoma folicular

  • Esses dois tipos de tumores são chamados diferenciados. Os carcinomas diferenciados da tiroide se desenvolvem a partir das células foliculares da tiroide e as células cancerígenas se parecem muito com o tecido tiroidiano normal, quando vistas sob um microscópio. Alterações no tamanho e forma da glândula tiroide, muitas vezes, podem ser sentidas ou mesmo vistas pelos pacientes ou pelo médico.
  • O carcinoma medular da tiroide, carcinoma anaplásico e linfoma da tiroide, ocorrem com menos frequência.
  • O termo médico para uma glândula tiroide anormalmente grande é bócio.
  • Os bócios são difusos e afetam toda a glândula
  • Bócios nodulares apresentam uma ou mais saliências na glândula.

Primeiros alertas e cuidados

  • Nódulos tiroidianos podem desenvolver-se em qualquer idade, mas eles são mais comuns em adultos.
  • Menos de 10% dos adultos têm nódulos palpáveis na tiroide, mas quando ela é visualizada por um exame de ultrassom, metade da população tem nódulos pequenos, que não são palpáveis.

Importante Lembrar

Existem muitas razões para a glândula tiroide ser maior do que o usual e, na maioria das vezes, isso não é câncer. Um desequilíbrio de alguns hormônios pode causar os dois tipos de bócio. Por exemplo, uma dieta pobre em iodo pode causar alterações nos níveis hormonais e levar a um bócio.

A maioria dos nódulos são cistos preenchidos com líquido ou com uma reserva de secreção. Os nódulos sólidos têm pouco líquido ou coloide (secreção) e são mais susceptíveis de serem cancerígenos. Ainda assim, alguns desses nódulos sólidos não são cânceres.

• Os nódulos benignos da tiroide não precisam ser tratados, desde que não cresçam ou apresentem qualquer sintoma.

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